Fernanda Chemale

Fernanda Chemale

Nas coisas banais do meu cotidiano encontro as imagens de ElefanteCidadeSerpente. Procuro os vestígios do homem urbano e me aproprio de seus objetos e espaços. As situações se apresentam em ações óbvias e casuais.  Explorando vidas humanas, vejo o quanto o anonimato das grandes cidades é particular e como em meu subconsciente tudo se rompe. O que é interior passa a ser exterior, suprimindo a fronteira entre realidade e imaginação.  Construindo essas imagens evoquei outros mundos, sugestionando dimensões de realidade, muitas vezes enigmáticas. Neste ambiente, o espectador é desafiado a decifrá-las.

Fotografia oculta, paradoxal e subversiva.

O abstrato está sobre o figurativo.

O contexto, saturado.

O mundo real é transformado em virtual.

Fernanda Chemale

Março de 2008

In my everyday life I find the images in ElefanteCidadeSerpente [ElephantCitySerpent]. I look for traces of a urban man and I take his objects and spaces to myself. Situations present themselves in obvious casual actions. Exploring human tracks, I see just how particular anonymity in large cities is, and just how my subconscious disrupts everything. Everything that is interior becomes exterior, suppressing the boundaries between reality and imagination. Building images, I summon other worlds, suggesting reality dimensions often enigmatic. In this environment, my spectator is invited to decipher them.

Occult, paradoxical, and subversive photography.

Abstract superposes figurative.

A saturated context.

The real world becomes a virtual world.

Fernanda Chemale

March 2008