Fernanda Chemale

Wander Wildner

Wander Wildner

 Wander Wildner

 

 

 

o tempo
é uma explosão
de infinitas possibilidades

eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar. eu vou andando, eu sigo em frente a caminhar. eu vou no tempo, aonde a estrada me levar. chegando lá, quero te encontrar. eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar. eu vou subindo e lá no alto eu vou voar, eu vou pro espaço sideral e chegando lá, quero te encontrar!

Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock desde que era cantor dos Replicantes nos anos 80, Wander Wildner estreou sua carreira solo em 1996 com o célebre álbum Baladas Sangrentas, gravado pelo amigo e lendário produtor Tom Capone.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Wander Wildner
Wander Wildner, Sangue Sujo, Cachoeirinha, 1990
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1998_Wander Wildner_Usina_foto © Fernanda Chemale_Tempo de Rock e Luz
1998_Wander Wildner_1998_foto © Fernanda Chemale_Tempo de Rock e Luz
Wander Wildner

Nesses últimos 25 anos Wander Wildner nos brindou com 13 discos solo, teve 3 coletâneas lançadas e um disco ao vivo, participou do projeto MTV Bandas Gaúchas, junto da Ultramen, Bidê ou Balde e Cachorro Grande, tocou ao lado da Orquestra de Câmara da Ulbra com os também músicos e compositores gaúchos Julio Reny e Jimi Joe, participou de muitos festivais no país, como Lollapalooza, Abril Pro Rock, Porão do Rock, Psicodália e Morrostock. A estrada é onde mora, fazer shows é uma das atividades mais constantes em sua vida.

Em 2020 Wander se deparou com essa situação atípica que ocorreu no planeta e se viu impossibilitado de fazer shows. Foi preciso ficar em casa de quarentena e descobrir novas coisas para fazer, novas formas de se expressar, pois a mente de um criador é como um vulcão em erupção, é inquieta por natureza, e assim ele criou o programa WanWanShow no seu canal do youtube Wander Wildner Oficial, onde apresenta seu vasto repertório de canções, conta histórias e interage com seus fans, paralelo a isso escreveu o livro Aventuras de um Punkbrega (Yeah, 2021) lançado em junho e compôs as músicas para seu décimo terceiro álbum, Coração selvagem, lançado em outubro.

Wander Wildner é um roqueiro punk folk capaz de impressionar beberrões de uísque barato que batem o pé em bailões do interior do país ou adeptos de alt-rock que rebolam sua modernidade nas festinhas blasés das capitais. Wander Wildner é um sujeito apaixonado e visceral que vive em conflito e o que faz dele um artista pop é o dom de transformar os próprios conflitos em sons e versos diretos e pungentes. Ele faz música com muita facilidade e, sobretudo, com muito coração. É um sujeito irracional, e isso é um elogio, pois é irracional na hora de fazer arte. É do tipo que se expõe em tudo o que faz, que se define em cada verso. Ou, para facilitar ainda mais as coisas, em cada título.

Pode-se dizer que ele é um garoto solitário, meio hippie-punk-rajneesh, cuja vida oscila entre anjos & demônios, mas que ainda acredita em milagres. É do tipo que segue no ritmo da vida, e nada pode descrever com tanta exatidão este roqueiro que gosta de transformar os conflitos em canções simples, feito um legítimo punk. Os shows de Wander são capazes de despertar os mais viscerais e simplórios dos sentimentos, aqueles que autorizam a sair escrevendo clichês, relembrar amores desfeitos ou as memórias da infância, sacar de um lencinho pra secar as lágrimas. E sentir-se bacana com isto tudo.

 

Wander Wildner