Fernanda Chemale

documental

Wander Wildner

 Wander Wildner

 

 

 

o tempo
é uma explosão
de infinitas possibilidades

eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar. eu vou andando, eu sigo em frente a caminhar. eu vou no tempo, aonde a estrada me levar. chegando lá, quero te encontrar. eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar. eu vou subindo e lá no alto eu vou voar, eu vou pro espaço sideral e chegando lá, quero te encontrar!

Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock desde que era cantor dos Replicantes nos anos 80, Wander Wildner estreou sua carreira solo em 1996 com o célebre álbum Baladas Sangrentas, gravado pelo amigo e lendário produtor Tom Capone.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Wander Wildner
Wander Wildner, Sangue Sujo, Cachoeirinha, 1990
01_WW_WanderWildner_Bacana_1990_fotoFernandaChemale
2014_01_22_8113_GuerrilheirosShangai_GuerrilheirosShangai_WanderWildner_fotoFernandaChemale_web
1998_Wander Wildner_Usina_foto © Fernanda Chemale_Tempo de Rock e Luz
1998_Wander Wildner_1998_foto © Fernanda Chemale_Tempo de Rock e Luz
Wander Wildner

Nesses últimos 25 anos Wander Wildner nos brindou com 13 discos solo, teve 3 coletâneas lançadas e um disco ao vivo, participou do projeto MTV Bandas Gaúchas, junto da Ultramen, Bidê ou Balde e Cachorro Grande, tocou ao lado da Orquestra de Câmara da Ulbra com os também músicos e compositores gaúchos Julio Reny e Jimi Joe, participou de muitos festivais no país, como Lollapalooza, Abril Pro Rock, Porão do Rock, Psicodália e Morrostock. A estrada é onde mora, fazer shows é uma das atividades mais constantes em sua vida.

Em 2020 Wander se deparou com essa situação atípica que ocorreu no planeta e se viu impossibilitado de fazer shows. Foi preciso ficar em casa de quarentena e descobrir novas coisas para fazer, novas formas de se expressar, pois a mente de um criador é como um vulcão em erupção, é inquieta por natureza, e assim ele criou o programa WanWanShow no seu canal do youtube Wander Wildner Oficial, onde apresenta seu vasto repertório de canções, conta histórias e interage com seus fans, paralelo a isso escreveu o livro Aventuras de um Punkbrega (Yeah, 2021) lançado em junho e compôs as músicas para seu décimo terceiro álbum, Coração selvagem, lançado em outubro.

Wander Wildner é um roqueiro punk folk capaz de impressionar beberrões de uísque barato que batem o pé em bailões do interior do país ou adeptos de alt-rock que rebolam sua modernidade nas festinhas blasés das capitais. Wander Wildner é um sujeito apaixonado e visceral que vive em conflito e o que faz dele um artista pop é o dom de transformar os próprios conflitos em sons e versos diretos e pungentes. Ele faz música com muita facilidade e, sobretudo, com muito coração. É um sujeito irracional, e isso é um elogio, pois é irracional na hora de fazer arte. É do tipo que se expõe em tudo o que faz, que se define em cada verso. Ou, para facilitar ainda mais as coisas, em cada título.

Pode-se dizer que ele é um garoto solitário, meio hippie-punk-rajneesh, cuja vida oscila entre anjos & demônios, mas que ainda acredita em milagres. É do tipo que segue no ritmo da vida, e nada pode descrever com tanta exatidão este roqueiro que gosta de transformar os conflitos em canções simples, feito um legítimo punk. Os shows de Wander são capazes de despertar os mais viscerais e simplórios dos sentimentos, aqueles que autorizam a sair escrevendo clichês, relembrar amores desfeitos ou as memórias da infância, sacar de um lencinho pra secar as lágrimas. E sentir-se bacana com isto tudo.

 

Wander Wildner

Plato Divorak

2010_11_11_Plato Divorak
2010_11_11_Plato Divorak e Banda
2010_11_11_Plato Divorak e Banda
2010_11_11_Plato Divorak e Banda
2010_11_11_Plato Divorak e Banda
Plato Divorak e os Ecxiters
Plato Divorak e os Ecxiters
Plato Divorak
Plato Divorak
2003_Frank Jorge e Plato Dvorak_fotoFernandaChemale
1993_Pere Lachaise_FernandaChemale

 

Multiartista da cena independente do rock gaúcho. Poeta beatnik do trópico sul.
https://myspace.com/platodivorak

Júpiter Maçã

A força estética e a presença de palco eram hipnóticas. Flavio Basso tão mutante como sua obra e seus vários codinomes. Um cronista pornourbano, meio chique muitas vezes decadente. Mas muito à frente do seu tempo e de uma fronteira chamada rock gaúcho. Quem o conheceu ou aprecia sua obra percebe que nunca houve limites para o menino que amava maçãs e pedras. Atemporal, eternizou-se.  paola oliveira Jan 2021

Flávio Basso | Os Cascavelletes | Rock no Viaduto III | © Fernanda Chemale 1990

 

A força estética e a presença de palco eram hipnóticas. Flavio Basso tão mutante como sua obra e seus vários codinomes. Um cronista pornourbano, meio chique muitas vezes decadente. Mas muito à frente do seu tempo e de uma fronteira chamada rock gaúcho. Quem o conheceu ou aprecia sua obra percebe que nunca houve limites para o menino que amava maçãs e pedras. Atemporal, eternizou-se.

paola oliveira
Jan 2021

www.youtube.com/channel/UCFqkq0GvF-XxGYPdBh4Y9IA

 

Teatro

Kagemi
Kagemi

Lory Finocchiaro

Lory Finocchiaro
Tempo de Rock e Luz
Tempo de Rock e Luz
Tempo de Rock e Luz - F.Band
Fband_1991
F Band_1991
F.Band
LoriF_1991
F.Band | Lory Finocchiaro
Fband_1991
FBand_1991
Fband_1991
Fband_1991
LoriF e EduK_1991
LoriF e Ze Natalio_1991
Tributo a LoriF_1996
FBand_LoriF_1993
Tempo de Rock e Luz
Tempo de Rock e Luz
Tempo de Rock e Luz
Tempo de Rock e Luz
23_TributoLoriF_coloridoporDeborahFinocchiaro_sobrefotoFernandaChemale_1991_1998_2017
Tempo de Rock e Luz

 

Pela memória de Lory Finocchiaro

A 13 anos atrás, conhecia Lori F., ela era uma roqueira em Porto Alegre. Naquele tempo, como ainda hoje, eu costumava tirar fotos de shows. Trabalhamos juntas durante 2 anos e depois ela se foi. Ao conhecê-la em 1991 não fazia idéia que seriam os dois últimos anos de sua vida. Tive então a oportunidade de fotografá-la neste período entre 1991 e 1993 e colocar meu trabalho a disposição da consciência de sua finitude. A magnitude dessas imagens está na perpetuação da imagem dela em nossa memória. O meu desafio: a baixa luminosidade e o final da vida dela.

Fernanda Chemale

 

Um anjo torto veio nos dizer –

 

“Seja lá o que faça

seja lá o que for

a regra é sempre a mesma

haverá felicidade e dor.”

 

Esse anjo é a Lory, ela é assim.

Canta macio, sem voz, quase rouca. Com uma sensualidade natural, ela pulsa toda através de uma aparente fragilidade e da linha pulsante do seu baixo. A Lory possuía um lindo baixo Ibñes e foi roubado, alías, como tudo o que a Lory teve e se deixou roubar. Elá é uma boba, uma linda boba. Como ela mesma diz numa das letras de suas músicas –

 

“Eu é que sou louca

e me confundo toda.

Nessa eterna teia

Teço desenhos sobre um futuro melhor.”

 

Ela respira e nada perde mesmo assim. Lembro dos desenhos do Rick Bols, seu ex-companheiro e pai do seu filho Ricardinho. Fui ver os ensaios da banda na casa do Léo Ferlauto e não pude dixar de me emocionar. A Lory tocando, cantando puro rock, a sua vida, sua experiência, suas cicatrizes. Fazer esse trabalho é um pouco complicado para ela. Muito por fazer; releases, fotos, arranjos, ensaios, etc… Mas tudo bem, a gente faz, e faz com alma. Tem momentos que ela me lembra Marianne Faithful.

A Lory diz assim –

 

“Não precios de mais nada

para me convencer

que isso aqui

não passa de ilusão.

E esses prazeres me torturam até o fim,”

 

Sem mais milongas, a Lory é uma explosão de poesia e rock do mais alto teor de revelação e verdade.

 

“Cicatriz fica no corpo e é eterna feito tatuagem.”

 

Bebeto Alves para o show “Vício” de Lory Finocchiaro no Porto de Elis, 1988.

 

 

“A Lori, foi a única roqueira, até hoje. Existe mulher que toca em banda, que diz que toca, até hoje, não existiu nenhuma igual à ela.”
Egisto dal Santo,  2003

 

Sobre as fotos de Lory F., clicadas por Fernanda Chemale e pintadas por Deborah Finocchiaro:

Conheci Fernanda Chemale através de Lori. Me tranquilizava saber que, ao lado de minha irmã mais velha, havia uma amiga e uma profissional talentosa, comprometida, dedicada, ousada e focada no registro da construção do que viria a ser a “Lory F.Band”.

Segue aqui um breve histórico:

Lory F. é o nome artístico.

Lorice Maria Finocchiaro é o nome registrado em cartório, em sua cidade natal, Porto Alegre. Lori era o apelido familiar.

Libriana do dia 24 de setembro de 1958, Lori desenvolveu a música e as artes gráficas em sua caminhada. Compositora e baixista, foi visionária, audaciosa, corajosa, pioneira e amorosa. Faleceu aos 34 anos, por decorrências da AIDS, deixando um legado de música, poesia e arte.

Lori estava em estúdio, gravando e produzindo seu primeiro e único CD, o “Lory F. Band”, quando faleceu.

Para honrar seu nome e realizar seu sonho, decidi procurar o estúdio onde ela havia gravado  seu álbum, para viabilizar a finalização do projeto dela. Realizei a mixagem e a masterização do CD. Consegui ainda um selo dedicado ao rock nacional independente, “Cogumelo”, que distribuiu o álbum financiado pelo edital conquistado por Deborah Finocchiaro e Fernanda Chemale, nos idos e coloridos anos 1990.

Somos quatro irmãos na família Finocchiaro. Eu sou a do meio. Deborah, é a caçula, porém, é quem segura e une as pontas da família há um bom tempo.

Lori para mim foi um farol. Foi a primogênita. Tinha quatro anos a mais do que eu e, por isso, foi minha guia, meu norte, minha estrela da sorte.

Voltemos às fotos feitas pela Fernanda e pintadas pela Deborah. O olho “nu” às vezes não registra a beleza das expressões. E Fernanda apontou sua câmara para melhor captar o que não conseguimos enxergar no nosso campo de visão.

À época, essas imagens me comoveram profundamente. Era a (re)descoberta de uma nova artista. Sem as fotos de Fernanda, não teria conhecido aquele olhar arrebatador da minha irmã.

Agora, essas fotos ressurgem pintadas por minha irmã caçula. Com as mãos da Deborah Finocchiaro, as imagens ganham um significado a mais: parecem quadros de uma mulher que só existiu na ficção. Só que não. Essa mulher existiu, resistiu e hoje, as cores dão vida e traduzem a força de Lory F, essa artista inesquecivel.

Que bela parceria. Eternamente obrigada por sua lente precisa e quente!

Laura Finocchiaro

 

Exposição
Lory F. – Você vai ser obrigado a me escutar

@loryfband

linktr.ee/loryfinocchiaro

Lory F Band

Pro Amor Viver em Paz

Forças

 

 

Retratos

Wander Wildner_Frank Jorge_ Julio Reny_Brasil Rural Contemporâneo
Caixa Preta_Pedro Motta_Pedro David_João Castilho
Coletivo Garapa_Rodrigo Marcondes_Paulo Fehlauer_Leo Caobelli
Eneida Serrano e Jaqueline Joner
Lori F_1991
F Band_1991
Fband_1991
TEMPO DE ROCK E LUZ
Plato Divorak e Astronauta Pinguim
Plato Divorak e Astronauta Pinguim
Wander Wildner

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Caminito
Theatro São Pedro
A rua suspensa, Casa Vermelha
A Rua Suspensa Placa Travessa dos Venezianos

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